terça-feira, agosto 05, 2008

Gente que sente...


Mais de mim espero encontrar

Tão longe ou nem sempre

criar asas que desejo ter,

soltar a minha voz sem saber.

Onde se desnudam os corpos

cansados e sedentos de afecto?

Onde se misturam as crenças

que nos levam os pensamentos,

prende-nos os sentimentos e

nos interrompe a frágil memória,

que ainda guardamos do passado?

Por vezes, apaga-se tudo

como se a chuva que lá fora cai,

arrastasse consigo as palavras que digo,

os olhares que cruzo

ou simplesmente a solidão que trago.

Aborrece-me a alma que não sente

ou o sentimento que traz gente

para o meu lado e para junto de mim.

Onde se abrigam as flores que gelam

no serpentear de ideias toscas

onde nada se conjuga,

onde tudo depende da ajuda

e onde cada um se sente sem ela?

Quem responde? Pergunto.

Nem eu sei. Respondo.

Talvez ninguém.

As incertezas são mais que muitas,

e os misteriosos desafios despertam

emoções que fazem renascer a crença.

Um dia hei-de ser a voz da minha alma,

que trará vitórias sentidas,

que trará forças renascidas,

que trará o que nunca trouxe...


Y Ceci

1 comentário:

Mauro Mateos (El Calaverita) disse...

Saludos desde Esquel, Patagonia Argentina.
Mauro Mateos