quarta-feira, janeiro 30, 2008

A Ponte...

" Um homem e a sua esposa saíram para visitar um amigo que vivia distante. Pelo caminho, lembraram-se de que deviam atravessar uma ponte. A mulher começou a ficar preocupada:

- Não vou ter coragem de atravessar a ponte. Certamente é estreita e velha. E não há barco para me levar para a outra margem.

O marido disse:

- Não tinha pensado nisso. De facto, se é assim, corremos o risco de cair e morrermos afogados.

A esposa continuou:

- Imagina que é feita de madeira e eu piso uma tábua podre. É um desastre. No mínimo, irei partir uma perna. E depois quem cuida de mim?

O homem respondeu:

- E que seria de mim se eu também partisse uma perna? Talvez ficássemos aí abandonados.

E assim foram caminhando. Quando chegaram à ponte, verificaram que não era nada como eles a imaginaram. Era uma ponte nova, acabada de construir e puderam atravessá-la com toda a segurança."


Afinal, para quê estavam eles a sofrer com desgraças que existiam apenas na sua imaginação? Afinal, porque sofremos tanto por antecipação? Porque perdemos tempo a criar problemas onde não existem? Porque nos pômos a supor quando a resposta está à distância de uma conversa?


Porquê? Porque é que ajo tantas vezes assim? Y

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Entre a Lua e o Sol...

"Era uma vez um príncipe chamado Sol e uma princesa chamada Lua. Raramente se podiam encontrar para conversar, passear ou outra coisa qualquer do género. Acharam que não podiam mais estar assim e alteraram essas tendências. Combinaram um encontro para o dia seguinte. Ambos estavam nervosos, ansiosos. Afinal não era mais um encontro com alguém. Era um encontro com Alguém Especial. Encontraram-se perto da ria, onde se viram pela primeira vez. A ria tinha mistério. Tinha também aquela transparência que sempre os caracterizou. Não havia lugar melhor para aquele encontro. Quando se avistaram logo surgiu um sorriso, um grande sorriso. Um sorriso ternurento, cheio de sentimento. São raros esses sorrisos mas felizmente continuam a existir. Existia neles. Nada mais interessava. Tinha de ser um momento inesquecível pois não se podia prever o próximo. Então o príncipe pediu à princesa que ela se sentasse na muralha, perto da ria. O príncipe trazia a sua guitarra ao ombro. Parou e sentou-se no banco mesmo em frente à princesa. Tremiam os dois. Ele começou a cantar para ela. Tudo era mágico e surreal. Ele. Ela. A ria. A guitarra. A música. O Criador. Não faltava nada. Ele entoava fortemente as palavras que queria que ela marcasse no seu ser à medida que a olhava fortemente. Um olhar que a trespassou, que a deitou tantas vezes a baixo, que a fez baixar a cabeça para não o encarar. Mas ao mesmo tempo o olhar que sempre quis sentir. Aquele olhar sincero, que não mente, porque os olhos são o espelho da alma e naquele momento nunca poderia haver lugar para mentiras. Só havia lugar para sentir o momento. Para o sentir como único, como mágico, como inesquecível. O Sol termina a sua música. Continuava a tremer. Tinha de ser forte até ao fim. Tinha de acabar o que tinha começado. Tinha de se unir à Lua. Então levanta-se e corre para ela. Por fim, fundem-se num abraço moroso e forte. Um abraço cheio de significado, cheio de amor, cheio de plenitude. Eis que se dá o eclipse solar..."


sexta-feira, janeiro 25, 2008

Untitled =)

A música fala por si...
A imagem também...
Eu limito-me à redenção...


ESTRELA POLAR

Esta sede de Te encontrar em mim,
de correr p'ra Ti de estar junto de Ti.
Guias pelos vales o decurso do meu rio.
Única razão és Tu, único sustento Tu.
A minha vida existe porque existes Tu.

Tudo gira à Tua volta em função de Ti.
Não importa quando, onde e o porquê.

Gira o firmamento sem nunca ter paz,
mas existe um ponto a brilhar p'ra mim:
A estrela polar que fixa os meus passos.
A estrela polar és Tu, a estrela polar Tu.
A minha vida existe porque existes Tu.

Tudo gira à Tua volta em função de Ti.
Não importa quando, onde e o porquê.

Brilha a Tua luz no centro do meu ser,
Dás sentido à vida que em mim nasceu,
Tudo o que farei será somente amor.
Única razão és Tu, a estrela polar Tu.
A minha vida existe porque existes Tu.

Tudo gira à Tua volta em função de Ti.
Não importa quando, onde e o porquê.




YUm beijinho com um brilhozinho nos olhos!

domingo, janeiro 20, 2008

No mistério da noite...

"Saí de casa. Olhei para mim de alto a baixo. Nunca me tinha vestido totalmente de preto. Assustei-me! No entanto era a tua cor preferida. Mandei uma mensagem a dizer-te. Respondeste-me dizendo que também tu estavas todo vestido de preto. Não podia ser. Mais um acaso no meio de tantos que nos têm assolado nos últimos tempos. Mais um sorriso. Mais uma alegria. Fizeste-me ver que o preto também transmitia alegria, vontade, mudança, vida. Não morte, como os outros dizem... Mas VIDA! Aquela vida que brota em nós a cada minuto que passa e a qual temos necessidade de partilhar. Porque só assim nos conseguimos sentir úteis, especiais, essenciais.
Cruzamo-nos. Íamos para o mesmo sítio é verdade mas chegamos ao mesmo tempo. Exactamente ao mesmo tempo. Na escuridão da noite não te consegui percepcionar à primeira. Mas quando os meus olhos se habituaram a essa falta de luz eu consegui ver que eras tu. Veio o abraço. Aquele forte abraço para matar muitas das saudades que a distância teima em provocar. Os corpos negros por momentos eram só um e conseguiram misturar-se com a noite. Os olhos brilhavam e o coração palpitava. Mais uma vez estava provado que a noite era mágica, trazia o conforto, as realizações pessoais, o amor, o mistério do futuro incógnito. Tudo era negro mas tudo foi vida. E eis que a lua e as poucas estrelas que existiam nos iluminaram o rosto. Os olhos que entretanto se tinham habituado à escuridão viram a sua tarefa facilitada. Das trevas nasceu a luz para quem se entregou à noite querendo alcançar a vida."


A Ghost of a Rose - Fantasma de uma rosa


O vale verde era tão sereno
No meio corria um rio tão azul.
Uma donzela loira, desesperada,
conheceu láo seu amor verdadeiro e disse-lhe, a ele...
Ela dizia:


"Promete-me que quando vires uma rosa branca,
pensarás em mim
Eu amo-te tanto,
Nunca te esqueças
Eu serei o teu fantasma de uma rosa..."


Os olhos dela acreditavam em mistérios.
Ela descansaria entre as folhas amarelas
O espírito selvagem, coração de uma criança,
ainda assim gentil, quieto e moderado.
E ele a amava.
Quando ela dizia...


"Promete-me que quando vires uma rosa branca,
pensarás em mim
Eu amo-te tanto,
Nunca te esqueças
Eu serei o teu fantasma de uma rosa..."


Quando tudo estava feito, ela virou-se para correr,
Dançando para o sol poente, enquanto ele a observava.
E cada vez mais pensou ter visto
Um vislumbre dela sobre as terras ocultas
Para sempre.
Ele a ouvia dizer...


"Promete-me que quando vires uma rosa branca,
pensarás em mim
Eu amo-te tanto,
Nunca te esqueças
Eu serei o teu fantasma de uma rosa..."

a http://br.youtube.com/watch?v=EdLE40MVgWE&feature=related a

sábado, janeiro 19, 2008

Deixando pegadas...

"Era um dia especial. Ambos o sabiam. Só ainda não tinham percebido o seu porquê.

Dirigiram-se para a praia, no fim de mais um dia de trabalho. Queriam estar ali. Queriam receber o que de mais puro existia na natureza. Queriam receber a calma do mar e a beleza do pôr do sol. Era Inverno, mas nem isso os demoveu. Já ali estavam. Não havia volta a dar. Ela caminhava de norte para sul e ele de sul para norte. Não se conheciam. Nunca se tinham cruzado. No entanto, estavam ali os dois. Naquele momento, naquela praia, a ver aquele pôr do sol. Sozinhos na imensidão do areal, sentiram-se tentados a falarem um com o outro.

Perguntou-lhe ele: - Olá. Que fazes aqui?

Ela respondeu: - Vim ver o pôr do sol... (Hesita!) Hum... E tu?

- Eu também. O stresse do dia - a - dia afasta-nos cada vez mais do que é essencial nesta vida.

Ela dispara: - O que é para ti essencial?

Ele estranha a pergunta mas responde: - O amor. A amizade. A fidelidade. Deus!

- E vens a uma praia buscar isso? Não o consegues encontrar no seio dos teus amigos, da tua família, no teu mundo pessoal?

- Consigo. Mas aqui tudo é mais fácil. Lá demoro demasiado tempo a perceber a importância dos gestos, de um olhar, a perceber certos sentimentos. Aqui não. Aqui tudo me vem com o vento. Tudo é claro. Tudo faz sentido. Sem colocarmos todas as entraves que a sociedade nos coloca. O politicamente correcto.

- Hum! Entendo. E sinto isso da mesma forma que tu sentes. Com toda essa elouquência. Mas seremos únicos? Porque é que existem tão poucas pessoas a pensar como nós?

- Não sei. Vamos molhar os pés?

- Bora lá! :)

Enquanto sentiam os pés a receber a água gelada do mar iam conversando. Sobre a vida, sobre o trabalho, sobre projecções futuras. Sentiam a necessidade de se conhecerem, de entrarem no mundo pessoal um do outro. Era inevitável.

A conversa durou e durou e a luz que existia era simplesmente da lua e das estrelas, a espelhar no mar. Só essa luz ainda os iluminava. Sentaram-se então na areia e continuaram a conversar. Apesar de ser Inverno, estava uma noite agradável. Continuaram a conhecer-se até que o sono chegou. Mas não queriam acabar com este momento. Adormeceram, juntos, apertando a mão um do outro.


Mal o sol nasceu, ela acordou. Olhou em sua volta e não viu ninguém. Não. Não poderia ser um sonho. Tudo foi real. Tinha de ser. Levantou-se e reparou no que estava escrito na areia.



"Não, não fui um sonho. Encontra-me. "


Ela sorriu. Acreditou. Procura... Espera encontrar. "

quarta-feira, janeiro 16, 2008

"Há gente que fica na história da história da gente..."

Existem coisas inexplicáveis...

Hoje vinha do estágio e peguei no mp3 para ouvir uma música... Andei lá a mudar umas tantas vezes ao acaso, até que digo... "É esta!" Quando começo a ouvir tudo parou. "As coisas vulgares que há na vida não deixam saudade..." Foram estas as primeiras palavras ditas pela brilhante Mariza. Senti-me como que a teletransportar-me para outro sítio. Senti que precisava de muita coisa e de muita gente. Não consigo explicar. Já ouvi aquela música um milhão de vezes mas hoje bebi aquelas palavras de maneira diferente.. Tocaram mais. Fizeram mais sentido. Alegraram-me mais. Foi um desafio interessante.

Depois cheguei a casa e existia dentro de mim uma inquietação. Algo como que a pedir que me libertasse, que abrisse novas portas, que recordasse o que de bom se passou e que agora são meras recordações.

(...)

Lembrei-me logo da minha caixa mágica. Aquela caixa onde estão guardadas pequenos símbolos que me acompanham nesta caminhada e que me seguram. Abri-a! Deixei-me iluminar pelas coisas que lá estavam. São tão lindas e eu deixei-as fechadas tanto tempo, arrumadas a um canto... Não! Não pode ser... Vou levá-las para a minha estante que está ao pé da minha cama para que essas coisas estejam sempre ao pé de mim... Ah!








E vou deixar a caixa aberta...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Em busca da Estrela perdida...



Ficou sentado perto de mim
Onde mora a fantasia
Quis-lhe tocar mas não se pode ter
A noite a iluminar o dia.
Soprou devagarinho uma estrela
que se acendeu na sua mão
Disse-me: podes sempre vê-la
se souberes soprá-la no teu coraçãoY...