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sexta-feira, abril 23, 2010

Reabri só para dizer isto...

Eu tenho um herói. O meu herói já tem passado por muito. É mais ou menos da minha altura, tem olhos esverdeados e neste momento está careca mas era dotado de uns belos caracóis. É fotógrafo e toca viola. Adoro quando me faz rir e tem um coração de anjo. É uma pessoa que é impossível não gostar, tem mais amigos que pêlos no corpo, adora noitadas e é das pessoas que mais me acompanha nas minhas aventuras. O meu herói está quase a fazer anos mas está cada vez mais fraco... e o meu coração cada vez mais apertado. É cruel que ele esteja naquele hospital, preso porque a maldita febre não passa e a falta de ar começa a apoderar-se dele. Tenho tantas saudades dele. Tenho tanto medo. Este meu amigo é uma benção na minha vida. É aquele que nunca me julgou, que sempre me compreendeu e que me disse tantas vezes que fico feia a chorar. Está cada vez mais magro e eu quero-o empaturrar de ovos moles e outras coisas do género para ver se os malditos valores chegam ao normal para ele combater aquela maldita doença. O meu herói tem trinta anos. Eu conheço-o há dois mas parece que sempre vivi com ele. É, sem dúvida, das pessoas que mais lutam e que mais acreditam nesta vida... mas começa a perder as forças e a querer desistir. O meu melhor amigo faz-me tanta falta que eu se pudesse corria para os braços dele neste exacto momento e protegia-o disto tudo. Eu tenho um herói bonito, sorridente, inteligente e amável que vive neste mundo com o único propósito de se dar e de fazer sorrir quem o rodeia. Será pedir muito que o deixem continuar com a sua missão em plenitude? Isto dói tanto...

(...)

Eu tenho um herói que já fez anos e que teve um crachá ao peito, presente das suas vacas. Ergueu a taça que lhe demos e chamou-nos parolas por causa da vela estridente. O meu amigo ia partindo o tecto do IPO com as rolhas do champagne porque ele é mesmo assim... um estrondo de pessoa que cativa e encanta. Ele agora está lá naquele quarto porque quase partiu o tecto... mas está também a recuperar para depois me abraçar com a mesma força e dizer que preciso de comer mais. O meu herói adora empaturrar-nos de comida e só não nos acompanha porque lhe dói a garganta. Conduz um camião TIR com todos os soros e antibióticos acorrentados e diz que é melhor eu não lhe comprar um sistema imunitário novo nos chineses porque aquilo não é de fiar. Eu já lhe disse que vou tentar arranjar um no mercado negro. O meu Zé é um herói, um irmão, um amigo, um exemplo... Agora que te tiraram os ovos moles, as uvas, o tang e os chocolates e que tens a mania que és chique e só podes comer certos alimentos, eu vou alimentando-te com as minhas parvoíces diárias e beijinhos grandes de força.


Se eu podia viver sem ti? Não, não podia por isso trata de te pôr bom... *

domingo, janeiro 10, 2010

Como eu te vejo...

Ontem, em jeito de confissão, disseste-me que andavas perdido! Nada que eu já não tivesse topado há muito tempo. Mas faltava que tu mo assumisses. Eu não posso fazer muito mais do que já faço A.! Acompanho-te e sabes que estou aqui sempre que precisares... mas tu não estás a reparar no teu valor. Já fizeste muitas asneiras comigo, é verdade, mas eu vi-te muito mais profundamente. Vi o corpo e o espírito de um ser frágil mas determinado. Estás arrasado, com poucas forças, sem vontade e sem rumo. Mas continuas a ser tu, o menino do sorriso bonito e que me berrou para me acalmar, que é inteligente e tem o je ne sais quoi para me pôr a rir que nem uma perdida. Lembro-me das nossas conversas parvas e tenho saudades. Lembro-me daquela cumplicidade de outrora e também sinto falta. Acho que sinto falta de toda a naturalidade. Mas agora que tem voltado ao de leve, quero acreditar que as coisas vão ficar melhores. Posso ajudar-te a ver que dentro de toda a tua perdição, a pessoa que eras não deixou de existir, apenas tirou férias! Em cumplicidade e secretismo, porque já vimos que a sociedade não ajuda... É um desafio, para quando quiseres... *