Quando as palavras se tornam uma anarquia de letras desmesuradamente interligadas, sem razão lógica de existirem e, nada mais transmitem a não ser sussurros de dores guardadas... é aí que eu continuo na espera!
Na espera que me compreendam de verdade...
Na espera que tirem aquele tempo para mim...
Na espera que me deixem entrar, sem medo, no seu mundo...
Na espera que me mimem em silêncio...
Na espera que, inconscientemente, se preocupem...
Na espera que me afaguem o rosto, que me cubram o corpo e me façam repousar em paz, no meio de toda a guerra que agora se criou...
Vagueio eu nessa espera que, aos olhos de certos mundos, não é mais que falta de humildade na procura de afectos. Pois para mim é mais luta contra a vontade e a naturalidade de criar laços e ligações que vejo censurados sem nada poder fazer ou dizer.
No meio de toda aquela agonia precisei tanto do escape inabalado... Precisei da força, mesmo que distante, que eu saberia que podias ter transmitido... Criaste no meu mundo amarras que só hoje consegui soltar... Criaste o medo, aquele cretino que me deixou só no meio da multidão...
Porque um dia me impuseste limites e eu, feliz ou infelizmente, não sei viver com eles...
Sinto é saudades... Bastantes até!



