
sexta-feira, junho 19, 2009
Leave me alone...

quarta-feira, junho 17, 2009
Passo a passo, grão a grão surgem maravilhas em todos nós!

"Chegou ao fim mais um ano da nossa missão aqui nesta casa. Temos vindo todos os meses para não deixar apagar a chama d´Ele em nós. Temos vindo humildemente para partilhar o orgulho de sermos Convivas e, principalmente, Cristãos.
Com a força da palavra de Deus, são semeadas em nós sementes de esperança, de palavra, de perdão. Os seus ensinamentos vão chegando e cabe a nós decidir se germinam nos nossos corações. Para isso temos sempre a ajuda da Igreja que funciona como folhas protectoras do fruto imaturo. A nossa chama é débil e precisa sempre de uma chama forte e persistente, como a da Igreja, que nunca nos deixa desistir, que nunca permite que nos apaguemos.
Com o passar do tempo, surge então a espiga que comporta em si um conjunto de novas sementes prontas a germinar. O Convívio Fraterno surge como uma de muitas espigas prontas a brotar. Desta brotamos nós, novos convivas com esperanças, anseios e projectos para um mundo melhor. É em nós que reside a capacidade de espalharmos o Seu Reino, é nas nossas mãos que está o futuro de Cristo nesta sociedade cada vez mais descrente. Mas nós somos um pequeno grupo que pertence ao grupo maior dos Cristãos. Todos nós temos a capacidade de germinar, fazer outros germinarem e plantar novas sementes.
Quando chegar o tempo da colheita usaremos a foice para recolhermos o fruto. É aqui que somos chamados a agir. Todos nós temos missões muito próprias na terra. Deus concedeu-nos missões comuns e singulares e devemos estar sempre prontos a realizá-las. Algumas adivinham-se complicadas de concretizar mas Ele dá-nos a força, a determinação e a fé necessárias para ultrapassarmos todos os obstáculos. E Ele tanto acredita que somos capazes que deu a vida por nós, morrendo numa cruz, como esta formada por todos estes símbolos.
Achamos que perante uma prova de amor destas, a nossa alma deve cantar de gozo. Ele espera todos os dias o nosso sim, espera que realizemos a nossa missão passo a passo, grão a grão, espalhando por todo este mundo as maravilhas que um dia fez em nós. "

domingo, maio 31, 2009
Um belo acordar...
Descalço, caminho na relva do meu jardim e vou olhando em volta... Tantas vezes me esqueço da forma como tudo isto me revitaliza e faz sorrir!
Começo a ouvir uns murmúrios e uns risinhos inocentes que me espreitam... São os meus primos que, nos seus 2 anos e meio, muito me têm ensinado acerca do carinho, da dedicação e do amor. São eles a minha força e luta mais verdadeira e certa...
Correm para mim e atracam-se às minhas pernas... Querem brincar, ajudando! Querem ir ao lixo, querem dar de comer aos passarinhos, querem comer sozinhos... São os meus pequenos homenzinhos que me fazem levantar às 9.30 da manhã com o maior dos sorrisos do mundo...
Adoro a forma como revolucionam o meu mundo e o meu organismo!
E é com toda esta alegria e entusiasmo que partirei para mais uma missão dominical: o coro! Hoje há música "nova" para estes lados...
Cantarei com toda a minha energia e alegria os passos pequeninos que se ouvem a chegar... Dar-vos-ei a minha voz de alegria, neste dia que é mais uma benção que Ele nos dá... Ao sermos um povo em comunhão, não posso deixar escapar mais uma oportunidade de mudar certos corações de pedra...
Porque é possível... e eu acredito!
sexta-feira, maio 22, 2009
Human or Dancers?
Afinal de contas, somos humanos ou somos dançarinos?
No meio de um barulho ensurdecedor e de um brilho inconstante de luzes dou por mim a vaguear... Vagueio entre vidas desconhecidas e sinto-me fora do meu mundo. Todas essas vidas dançam. Os movimentos alternam entre o ousado e o discreto, como que a retratar uma tentativa de libertação. E eu simplesmente fico ali a admirar...
Reparo na quantidade de sorrisos. Alguns forçados e disfarçados, outros sinceros e envergonhados... Reparo na quantidade de expressões confusas que me fazem questionar acerca da veracidade de sentimentos... Reparo nos movimentos corporais imprevisíveis no meio de uma rotina sonora fácil de prever.
Acabo por sair de mim e fico a observar-me. Também eu, perante o estonteante ambiente, me falsifico um pouco. Retrato o meu melhor sorriso quando vejo alguém que realmente gosto e me faz bem... mas mergulho, no momento a seguir, na obscuridade das minhas indecisões. Não fingi nada. Simplesmente transmiti, mais do que gostaria, todo o rebuliço, que não é mais do que uma conjugação de situações desgastantes.
Observo mais um pouco o que me rodeia. Rapidamente me chegam mais situações que me fazem reflectir acerca da humanidade da dança da vida.
Nas danças de hoje, tão rápido nos aproximamos como nos afastamos... pouco é o tempo que permanecemos! Tentamos quebrar imediatamente uma possível ligação com base em consequências futuras. Esquecemo-nos de como é bom permanecer nos braços de alguém, rodopiando energicamente. Esquecemo-nos do sabor delicioso de algo bem mais prolongado... E, tal é o mecanismo de defesa, que nos esquecemos também que até a mais fugaz ligação deixa marca...
Tentamos controlar o nosso ritmo tal como tentamos controlar a nossa vida. Sujeitamo-nos, muitas vezes, a arritmias difíceis de lidar! E no meio do esgotamento físico e psicológico há que reparar se os sinais estão vitais...
Como? Procurando a resposta há muito ansiada? Cortando a corda de ligação a um passado que não passa disso mesmo? Fazendo com que o coração bata novamente?
Não sei... A única coisa que sei é que, por vezes, se têm que deixar partir... seja o sentimento, o medo, o nervosismo, a angústia, a desilusão, a pessoa... Não importa! Há que deixar partir o que simplesmente necessita de partir!
E de mim, neste momento, necessita de partir toda a ansiedade, toda a culpa, toda a ousadia de uma dança que não é a minha... para eu voltar a ser humana!

Às vezes penso se algum dia serei feliz enquanto ouço uma voz dentro de mim que me diz:
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se
esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
quinta-feira, maio 14, 2009
Antes que me Queime novamente... aqui ficam algumas recordações!
O I Mega Jantar da Irmandade Ecológica com a actuação do Duo SaoLindas e participação especial do Filho do Recluso!
Gajas boas no churrasco!
A miúda com a mania que serve vinho!
La bolognaise with chocolat´s strawberrys
O Cortejo...
Bengala-me Dani!
É com cuidadinho Estefânia!!!
O meu caloirinho Mais ou Menos!!
Os emplastros nem sempre originam fotos más! =P
Os preparativos para as grandes noites...
As purpurinas que nunca podiam faltar... O tal brilho que nunca se apaga!
E vai um shot para começar bem a noite...
As noitadas...
Será que vou sobreviver ao concerto dos Buraka? Wegue, wegue!
E vai mais um pontapé no cu para dar sorte!
Sim Rui, podes dar as bengaladas em conjunto... Mas com cuidadinho!
O regresso a casa...
E já dentro do autocarro, seguimos todas animadas até à Irmandade Ecológica!
Yeah! Missão Queima cumprida!
Mãe, Pai, Catarina, Neua, Maria João, Lili, Jorge, Sandrina, Zé, Banana, Marisa, Filipe, Verde, Félix... Vocês são muito especiais e marcaram a minha Queima de uma forma fantástica... Foram os risos e os sorrisos, os abraços e as bengaladas, os brindes e as recordações... A vocês devo muito e só não estão aqui presentes fotos nossas porque não as tenho. Gosto da forma como marcam, pintam e completam a minha vida! Sem vocês nada seria igual! Adoro-vos*
PS: E como não podia deixar de ser, aqui fica a banda sonora da Queima das Fitas 2009...
Muah Wegue Wegue**
terça-feira, maio 05, 2009
Calçadas de Vida...

Pedras e mais pedras fazem com que caia e me levante.
Pedras e mais pedras são a força do meu castelo.
Pedes que sorria, que não me deixe abater... Mas já viste o que me rodeia? Sentimentos esburacados, palavras frias que não ganham a forma pretendida, mágoas persistentes que teimam em derrotar, olhos tristes e corações despedaçados...
Nesta altura em que sou precisa para ajudar na caminhada, teimas em aniquilar os esforços que fiz para alcançar uma calma... mesmo que passageira! É que por vezes viver intensamente derrota-me...
O cansaço começa por me afectar os pés, base do meu ser material. Já não corro como antes. Passo a caminhar rápido mas mais espaçadamente. E, mesmo neste caminhar, já se nota a vontade de desistir.
No meio da alegria e euforia do momento dou por mim a gritar... Berros e mais berros presos na garganta que ninguém ouve e que me sufocam.
Falta a brisa sincera, a paz da verdade e a calma da maturidade.
Falta o tempo jovial de confiança.
Faltam palavras consonantes com acções.
Falta o encaixe perfeito. Aquele encaixe em que rimos e sorrimos verdadeiramente, em que não existe o peso da desilusão ou da preocupação excessiva. Aquele encaixe puro como o sentimento que move o mundo.
E é quando me dás a possibilidade de descansar, de adormecer em ti que sonho que isto vai passar.
Sonho que as calçadas duras, escuras e frias que me ferem os pés darão lugar a ruas airosas, iluminadas e vivas que me farão rodopiar no colorido da vida.
Sonho que abrirei os olhos e estarás lá a sorrir e a aplaudir o sacrifício.
Sonho que voltarei a ver o teu sorriso e o teu olhar vibrar.
Sonho que me abraçarás novamente e me protegerás.
Sonho que te verei uma nova vez e te direi que sempre te adorei.
Sonho que nunca perderás a força que me soubeste ensinar a obter.
Sonho que rejubilarás de felicidade, como forma de premiar todas as cabeçadas que deste e continuarás a dar na vida.
Sonho que te encontrarás em ti e ensinarás outros tantos distraídos (como eu) a pensar racionalmente com o coração.
Sonho que concretizarás todos os teus desejos mais íntimos. Orgulhar-te-às de ti por ultrapassares duros obstáculos.
E ainda sonho com o sorriso sincero, feliz e futurista que um dia me caracterizou. Sonho que o encontrarei no meio de telas, tintas, luares, estrelas, cartas abertas, saudades e ruas tão frágeis como eu mas tão fortes como tu. Quando elas rejubilarem eu também terei motivos para o fazer.
Aguardarte-ei em mistério para não pensarem que vivo na ilusão de sonhar demais. Porque tu me esperas... E eu ei de chegar a ti... Um dia destes!
Em todas as ruas do amor, serás meu e eu serei tua!*
sábado, abril 18, 2009
Aqui para os lados nórdicos...
A partida foi, deveras, sentida... No meio de agradecimentos, sorrisos e caras conhecidas despedi-me de Portugal, por uma semana.
As lágrimas teimaram em escorrer-me pelo rosto. Motivo: Antecipação das saudades. Eu sei a falta que muitos de vocês me irão fazer. Mas também sei que estarão comigo em todos os momentos. Sei que pensarão em mim e, quando estiver a desatinar por cá, bastará uma mensagem ou um toque para me sentir "em casa", apoiada...
As viagens de autocarro, os voos, as escalas, mais voos, mais viagens de autocarro, o transporte das malas... Foram mais de 12h nisto... No fim da noite o corpo já se ressentia e, diz quem me "viu", que a cara com que estava era de morta-viva. Mas nada que uma boa noite de sono finlandês não ajude a curar.
Hoje já deixei a parte do morta para trás e estou bem vivinha... Cheia de vontade de ir conhecer um pouco da cidade e conviver com as pessoas de outros países. Vai ser uma semana de trabalho, (re)conhecimento, diversão e passeio...
E este passeio começou hoje. Como ainda não começaram as actividades tivemos tempo para conhecer um pouco. Fomos almoçar ao centro da cidade e tivemos algumas aventuras... ao frio! Tudo à nossa volta era gelo... Lagos gelados, vento gelado, pés e cara gelados... Mas o coração estava muito quente!
Vão-se encontrando pessoas interessantes, com histórias muito próprias... Através dos passeios a pé vamos conhecendo o puzzle da vida de cada um. E ficamos espantados com a semelhança de vivências.
Têm sido momentos alegres que me fazem integrar uma realidade diferente e libertadora. Os tempos têm sido sufocantes por aí e acho que esta lufada de ar fresco/gélido veio numa altura crucial. Existem sentimentos e situações que têm ditado a correria de decisões, decisões essas que exigiam, à partida, calmaria de pensamento. E eu não tenho conseguido.
Quero simplesmente parar de correr. Quero dizer chega às pressões externas. Quero dizer sim a planos pensados e conduzidos na incógnita do futuro. Não é justo exigir quando não se está disposto a dar, no minímo, o mesmo... Pode-se, no entanto, passar às sugestões risonhas que se traçam no convívio e na confiança ganhas ao longo do percurso denominado amizade/amor. Isso sim me borbulha no sangue, isso sim me faz querer continuar, não a correr, mas a caminhar (mesmo que apressada)...
Existe sempre a vontade e o querer que são fortes e preponderantes o suficiente para não me fazer desistir... Irei parar de correr mas nunca de caminhar...
Um beijinho finlandês para vocês todos... Até amanhã!