quarta-feira, junho 11, 2008

Forças Estranhas...


O dia começou cedo.. 5.45 e o despertador teima em entoar aquele som irritante... Mas tem que ser. Só faltam dois dias de estágio e o Verão parece que veio para ficar. Hum... Que bom aquela brisa quentinha... Que bom aquela luz madrugadora... Que bom viver mais um dia... Acordei com uma força estranha... Uma alegria que se tem escondido por detrás de um poderoso cansaço... Hoje não houve cansaço, não houve desânimo... Houve paciência, algum trabalho e muito bem estar. E mesmo sendo bombardeada pelas notícias das paralisações e das crises, dos aumentos e das guerras, não me deixei abalar. O caso é preocupante? É, deveras. Mas o que nos resta no meio de tanta confusão? Cair ainda mais? Não me parece. Impressionou-me a forma como, no meio de tanta crise, ainda arranjam forma de a contornar e tentar tirar prazer de certos momentos que a vida nos dá. A fábrica onde estou a estagiar lembrou-se que devia encerrar 1.30h mais cedo só para que todos pudessem ir ver o jogo de Portugal. E não interessa se as pessoas gostam ou não de futebol. O bem foi para todos. Quem quis ver assim o fez. Quem não quis, aproveitou aquelas horas para o que bem lhe apeteceu. Alguns de vocês podem achar uma palermice. Que seja! O que é certo é que foi mais uma força estranha que conseguiu perdurar este bem estar que se instalou em mim hoje... E depois de um banho turco e de um Xeque-Mate não me importo nada que venha um chocolate suiço e mais algumas conquistas. Trata-se de uma forma igual a tantas outras, estúpida ou não, de desanuviar. Se se alegram com conquistas de outros desportos, alegrem-se também com as conquistas deste. E não se trata de um mero desporto. Há que reparar na união do país, mesmo quando tudo e todos andam às avessas... Se não há outra forma de unir este país à beira mar plantado que seja desta... Não me parece que se cometa nenhum pecado =) *


Orgulhosamente Portuguesa!

Força Portugal!

Um alegria de cada vez... O povo agradece!


Ceci Y

quarta-feira, junho 04, 2008

Vê!


"Olhas-me.

Vês-me?

Sentes-me?

Consegues chegar a mim?

Consegues tocar-me?

Consegues sentir a gélida lágrima que cai do meu rosto?

E o meu sorriso?

É sincero? É terno? É meu?

Estendes a mão... Estendes mais um pouco...

Começas a inquietar-te.

Levantas-te e avanças na minha direcção.

Não consegues alcançar.

Apressas o passo, mais rápido, mais rápido....

Desatas a correr.

Alcanças algo. Sorris.

O sorriso perde-se.

Afinal a única coisa que conseguiste alcançar foi...

A minha sombra, o teu pensamento sobre mim, o que pensaste ter...


(...)


Acorda. Foi um sonho. Mas a realidade não é assim tão diferente... "

Tantas e tantas vezes que damos por nós completamente conformados ao nosso mundinho, acomodados no nosso canto, pensando só em nós. Pensamos que quando algo de menos bom acontecer com o outro iremos notar, uma vez que somos pessoas atentas. Iremos sempre saber o que fazer e o que dizer ao outro. No entanto, a realidade é bem diferente. Estamos tão cingidos a nós mesmos que quando dermos conta, já não fazemos a mais pálida ideia do que se passa à nossa volta. Olharemos uma, duas, três vezes e tudo será estranho. Iremos querer voltar para nos apercebermos do que se passa e já é um pouco tarde. Secalhar todos aqueles minutos que desperdiçaste a dizer que a outra pessoa era forte, tinha coragem e conseguiria ultrapassar os obstáculos seriam os minutos essenciais e fulcrais para a tirares do abismo... Abre os olhos... Olha menos e vê mais!


Ceci *

segunda-feira, junho 02, 2008

Eyes Wide Shut?!

Dou um passo em frente rumo a um futuro incógnito, rumo ao admirável mundo novo de que todos falam... Vou atingindo-o aos poucos... No entanto, dizem que se encontra pintado das cores do arco-irís... mas eu não as vejo! Vejo antes um rasto branco, misturado com o preto dos meus olhos semicerrados... Há ali qualquer coisa que precisa de definição e não me encontro com essa capacidade... As formas misturam-se e as linhas deixam de o ser... Visualizo pontos isolados. Pontos ocasionais ou já foram linhas e formas e teimaram em regressar à mediocridade? Tenho medo desse retrocesso. Será que pensas que ele existe em mim? Ou estarei somente na fase de repouso? Eu prometi que iria sempre pintar com tinta permanente e nunca a grafite para não me habituar à facilidade da borracha... Mas... Seria mais fácil não seria? Seria menos complicado... Não teria de lidar com decisões nem com responsabilidades... Mas perderia todo o encanto. Perderia toda a capacidade de ver as tais cores que me querem mostrar... Sim! Porque ainda há quem tenha a capacidade e a ousadia de me desafiar, de mexer com aquele bichinho que tenho dentro de mim... Há quem me queira ajudar a abrir os olhos e a lutar comigo na direcção da nitidez sincera do mundo desfocado de hoje. Gosto da forma dura como me têm mostrado o caminho. Gosto da forma como me sustentam, até terem a certeza que usarei da melhor forma a força que me ajudaram a criar. Gosto de quando forçam uma lágrima, pois sabem perfeitamente que atrás dessa virão muitas mais e que o espírito será um pouco mais liberto... Gosto de quando me ensinam não só a olhar mas, especialmente, a ver: a ver o interior e a olhar o exterior. Conseguem que conjugue estas duas capacidades numa só. Gosto do espicaçar da perspicácia e da persistência... Gosto dos enigmas diários e de sentir que tenho que lutar para conseguir obter algo... A adrenalina inerente ao incógnito faz-me ter a percepção de que só quando tiver a capacidade de ver tudo o que me rodeia de olhos fechados, serei capaz de alcançar as cores do admirável mundo novo e toda uma definição que parte, primeiro, de uma consciência pessoal do que se pretende obter da incalculável estadia...


quinta-feira, maio 29, 2008

Será?


"Será que algum dia me vais amar tanto assim?!" Y

terça-feira, maio 27, 2008

E eu deixei... =)

"Eis que atinjo um admirável mundo novo..."

Parto dum sofá... Os pés encontram-se envolvidos como mãos. Não há pressas, não há batalhas para travar, não há vontade. Simplesmente um corpo duro como pedra que já não consegue mover-se, rumo a aventuras desmedidas... O peso duplica... As expressões faciais encontram-se borratadas. "Quem sou? Porque estou assim? O que me leva a devastar-me desta forma?" As respostas vêm de todo o lado, por mais absurdas que possam parecer. Aceito-as e tento entender a lógica de cada uma delas. Todas têm um pouco de verdade e contribuem para a grande resposta, aquela que vou construindo como se de um puzzle se tratasse...

Já chega... Vou parar... Pego no comando e começo a fazer zapping... 51.. Canal 51... Conheço aquele início... Conheço aquela música... Conheço aquele cenário... Poderiam ser todos os filmes menos aquele... Eis que o corpo inflexível começa num movimento inquietante, a tentar arranjar a posição protectora. Já sabia de antemão o que o esperava... Não teve sucesso. Os ensinamentos eram setas que vinham na sua direcção e às quais não podia escapar. Algumas falharam, outras acertaram... Mas houve uma que fez com que toda a rigidez fosse quebrada...
"Se continuares a pensar que tens controlo sobre as coisas que acontecem na tua vida, se continuares à espera que estas sejam perfeitas, irás ser sempre infeliz."

Punhos cerrados, olhos baços, visão turva... A verdade nua e crua exposta da forma mais directa e mais sincera possível. (...)

Olhando em redor via peças coloridas espalhadas pelo chão... Eu podia construir uma torre com elas se quisesse. Todos os pedacinhos seriam úteis. A base forte sustentaria todo um resto que se elevaria aos poucos como a vontade de voar... Um desafio estava ali à distância de uma decisão, de uma vontade, de um querer... E que belo arco-íris surgiu...

Degrau a degrau consegui chegar a ti... Tinha feito a asneira de te tirar algumas das cores que um dia te foram oferecidas num baú... No entanto, lá estavas tu, vestindo cor, querendo sobrepô-las à minha necessidade absurda de ver tudo a preto e branco... "Porque quis desbotar-te? Porquê?" Talvez porque olhei para trás e não havia nada a iluminar... Ou então, esqueci-me simplesmente de abrir os olhos...

Quando com um beijo me fizeste acordar, vi esse admirável mundo novo só teu e que não te importaste de partilhar comigo... Um misto de rosa, verde, vermelho, azul e amarelo me invadiram... Quiseram pintar-me... Eu deixei... Música, magia, luz e arte decidiram entranhar-se em cada pedaço de mim... Eu deixei... Foquei cada gesto, cada movimento... A simplicidade brotava dum olhar e de uma vontade de ocorrer a metamorfose... Eu baixei as defesas... Estava ali para aprender a ser simples, a ser colorida e principalmente a ser novamente eu... E consegui! Consegui ao deslumbrar todo um branco iluminado... Via movimento mas não expressões... Sentia-te e continuava sem ver... Todos os gritos e berros de loucura serviram para me fazer abrir os ouvidos e viajar... Viajar por todos as sensações que estavam ao meu alcance... E voltei a conseguir... Mesmo estando na plateia, mesmo sem te tocar tive-te sempre comigo... Tive sempre a certeza da tua mão a apertar a minha, do teu olhar no meu, do nosso eclipse... Fizeste-me acreditar mais uma vez... E eu deixei...

Resta-me gozar um pouco da paz interior que foi encontrada, mesmo que por breves instantes...



Sentindo que sim! Y

sexta-feira, maio 23, 2008

Atento?!

Concerteza que tens na tua vida pessoas que admiras pela sua força, determinação, persistência... Pessoas que têm algo que tu também pretende ter mas ainda não conseguiste alcançar... Então olhas para elas e só te apetece falar a todo o mundo daquela capacidade de solução que tu tanto tentas compreender... Muitas são as vezes que as elogias pela dedicação que têm para com os outros, pelo tempo cedido sem esperar nada em troca, pelos conselhos e pelo "bom ouvinte" que são.


No entanto, já pensaste que também elas têm os seus problemas? Já pensaste que, secalhar, por detrás de toda aquela determinação está a vontade louca de não pensar em traumas, complexos, medos e inseguranças? Concerteza também elas têm os seus momentos menos bons... E o que é que fazes nessa altura? Dás-lhes uma resposta do tipo: "Tu és forte, tu consegues ultrapassar isso... Basta quereres!" E já pensaste que talvez não seja essa a resposta que essas pessoas querem ouvir? Já pensaste que, nessa altura em que as expressões se perdem e o sorriso desaparece, talvez só queiram que corras para o lado delas e as abraces e mostres que podem contar contigo? Ou até mesmo que estejas presente, a olhar os seus olhos baços e permaneças em silêncio? Existem atitudes que valem mais do que qualquer palavra, por mais bem intencionada que seja...


Também eu já cometi imensas vezes esse erro... No entanto, agora, tento andar atenta aos que me rodeiam... Tentar detectar (se bem que às vezes é complicado) expressões, atitudes ou gestos que me levem a supor que algo não está bem... Porque nem sempre conseguimos pedir ajuda quando precisamos...


"Se a chama chega e ninguém chega à chama... De que vale arder?"


quarta-feira, maio 21, 2008

Sit down next to me...

Tentando acompanhar o ritmo do tempo...

Querendo alcançar alguma paz...

Idealizando uma vida...

Traçando objectivos...

(...)

Há sempre tempo para um turbilhão incompreensível de sentimentos, para cair e erguer, para sorrir e chorar, para magoar e ser magoado, para perdoar e ser perdoado... Corre tudo a um ritmo estonteante que dei por mim a olhar para este filme e a ouvir esta música e a ter certeza de uma coisa... Preciso de tempo para me sentar...

Queres-te sentar a meu lado?


YCeci