quarta-feira, março 12, 2008

A notícia...

"Vagueava e vagueava à espera da resposta. Dava por mim a olhar para o relógio de 5 em 5 minutos. Nunca mais dizias nada. Senti um aperto que cada vez era mais forte. Era algo teu. No entanto, também era algo meu. Diziam-me para respirar, para acreditar, para distrair a cabeça com outras coisas. Dei por mim a falar de penteados e depilações e maquilhagem... Assuntos banais que só ajudaram um bocadinho, porque olhei para o relógio e tinham passado uns meros 15 minutos. Dizem que o tempo passa a correr. Na maioria das vezes, e se por acaso até estivermos a ser satisfeitos na vida que levamos, ele passa a correr. Mas neste caso não. Neste caso ele teimava em se deslocar mais lento que um caracol. Entre conversas banais, divagações, recordações de meros toques, visualizações de imagens nossas, musicalidade de certas palavras proferidas por ti e mensagens enviadas a pessoas especiais recebo a notícia. Que não podia ter sido outra e que me fez ficar com aquele sorriso... Sabes qual?"




Este...
Y´2

terça-feira, março 11, 2008

Doçura...


It´s a new dawn
It´s a new day
It´s a new life
For me...
And I´m feeling good!!!

domingo, março 09, 2008

Um vazio...


Cheguei a casa. Depois de um dia em cheio, na companhia de muitas das pessoas que me marcam a vida, sentei-me na cama. Mas em vez de me sentir bem, contente, preenchida, não. Senti somente um vazio. Senti um aperto no peito e senti-me incompleta. Já tentei chegar ao porquê de todo este sufoco e não consigo. Tudo parece ser motivo mas ao mesmo tempo não faz sentido que esse tudo seja motivo. Resumindo, não sei o que me deixa assim. Ou secalhar até sei. É muito simples eu conseguir disponibilizar-me para ajudar quem quer que seja. É muito simples opinar sobre os problemas da vida dos outros. É simples dar conselhos porque conseguimos ser bastante práticos e racionais. E na nossa vida? É sempre assim tão simples? Conseguimos nós adoptar as soluções que damos aos outros para problemas idênticos? Creio que não. Quando nos toca a nós queremos ser ou só racionais, ou só sentimentais. Acontece que entramos em choque. Entramos num conflito interior que nos vai corroendo ao longo do tempo e que em certa altura deita abaixo o nosso escudo, as muralhas que erguemos para nos protegermos. E aí ficamos frágeis, vulneráveis e um pouco desorientados. Queremos parar para pensar e não nos é permitido, uma vez que o sentimento teima em impor-se. Queremos parar para somente sentir e eis que vem a razão colocar mil e uma entraves. Não há espaço para o meio termo, ou então, neste momento, não consigo encontrar esse meio termo. São medos antigos, são vontades de arriscar, são fantasmas de desilusões, são necessidades de voar... É um turbilhão de sentimentos. É sempre mais fácil arriscar quando sentimos que do outro lado existe um porto seguro. Mesmo que não seja perto, a crença de que ele lá está e que vamos triunfar no final quando lá chegarmos é motivo suficiente para arriscar. Só que é isso que tem faltado. A percepção desse porto seguro. Está, porém, um nevoeiro danado. Nada é nítido. O que irei encontrar a seguir é uma incógnita e tenho medo. Tenho medo e afasto-me e cada vez mais me afundo.
E quando a este sentimento se junta o sentimento de tristeza pelo sofrimento de um amigo, aí tudo se torna ainda mais complicado. Foi estranho tudo o que senti ao ver-te uma vez mais. Estavas ali, com a guitarra na mão, com um sorriso nos lábios. Por muito que estivesses a sofrer o sorriso estava lá. Senti a tua força mesmo estando afastada. Não conseguia parar de olhar para ti e questionar a tua força, a tua garra, a tua fé. És tanto mais que eu, que nós. Tu sim estás a atravessar uma fase complicada. Tu sim tens problemas dignos desse nome. Olhaste para mim e disseste o quanto foi importante a carta que te escrevi. Eu não sabia onde me meter. Não sabia mesmo. Eu é que te devia agradecer toda a lição de vida que me dás a cada segundo que passa. Eu é que tenho que te olhar com orgulho. Mesmo que a nossa ligação seja recente, mesmo que nos conheçamos à pouco tempo tens-me dado muito mesmo. Tens-me feito mudar, tens-me feito acreditar. Se bem que muitas vezes tendo a quebrar tudo o que me ensinaste. Tu ao seres forte, mostras-nos que nós também o temos que ser. Não por ti mas por nós. Só assim conseguimos ser o apoio que precisas. Sim! Porque tu precisas de todo o amor de quem te ama. =) Às vezes temos que deixar que nos levem ao colinho só para podermos restabelecer energias. Qual é o problema disso? É bom para ambas as partes e trás felicidade. Aquela felicidade que muitas vezes necessitamos de sentir para aceitar mais um desafio, para ultrapassar mais um obstáculo. Tenho que te agradecer por toda a vida que me passaste hoje. Eu tinha que te escrever isto porque foi importante este dia. Foi importante sentir que estás a agarrar a vida com unhas e dentes. Foi importante ter-te lá. Obrigado Zé! =)




E neste momento quem precisa de salvação sou eu...

sábado, março 08, 2008

8 de Março - Dia da Mulher



Porque é um orgulho SER MULHER!Y

quinta-feira, março 06, 2008

E se eu quiser ser uma Caçadora de Sóis? Deixas-me!?

terça-feira, março 04, 2008

Agarrar-te...


"...Dois ramos novos a nascer.
Dois ramos juntos sobre a luz.
Dois tempos frágeis para compor
um dia solto de dizer:
"Tu aqui é bom para mim. E eu aqui é bom"

sábado, março 01, 2008

Os Eclipses da Lua...



Dias e dias passam… o tempo voa, os minutos são escassos… quantas horas não perdemos nesta vida? Quantas outras adormecidas? A vida é mesmo assim, se não tivermos a audácia de a agarrarmos com tantas forças temos, os nossos dias são fúteis…

Existem pessoas que nos marcam de sertã forma, e não nos deixam ficar para traz quando a corda parece mais apertada e nos tenta sufocar com a sua força… pessoas que nos amam fazem-nos desamarrar muitas das nossas cordas que nos fazem estar presos à terra… pessoas essas que nos dão a mão e dizem: “ Anda, vem solta as correntes e vem voar comigo!”. Assim foram estes últimos meses, muitas pessoas me deram essa mão e tu foste sem duvida uma delas… o barco deixou de estar a preso ao cais onde apodrecia aos poucos com os seus sentimentos e começou a encontrar novos horizontes… horizontes esses de uma luz de pura libertinagem, de puro amor…

Começo a duvidar das teorias científicas que defendem que o sol alimenta de luz a lua, e pergunto-me quantas vezes a lua não a dá também ao sol? Mas uma luz diferente, uma luz de luta, uma luz com sabor a desafio… o sol não pode desistir, se não a lua não teria luz para iluminar a escuridão da noite… a lua não seria a beleza da noite…

Elementos que nos marcam não é verdade amiga? Elementos que nos dizem tanto… a magia da natureza vive em cada molécula deste mundo… o mundo… este mundo em que vivemos e em que teima em proporcionarmos momentos tão diversos com o dia e a noite… momentos esses que por piores que sejam têm sempre algo bom a acompanharmo-nos embora não reparemos muitas das vezes…

Não podia escrever alguma coisa para ti sem referenciar aquele dia em que tudo começou… o dia mundial da juventude de 2007 em Aveiro… A noite tinha sido grande, já não me lembro porquê, mas eu e o Félix estávamos de directa em cima praticamente… A noite estava linda a lua brilhava bem lá no alto e as estrelas tinham-se vindo juntar a festa… a noite começou a ter uma nova luz, o sol estava a querer aparecer… era a sua vez de olhar por todos nós… todos nós igreja estávamo-nos a reunir para mais um grande dia em que iríamos gritar, rir, cantar e dançar por um só objectivo, um só amor Ele… Estávamos, eu e o Felix, os dois de óculos escuros por causa da claridade lol… íamos fazer parte de grupos distintos o que nos deixou um pouco tristes, pois nós fazemos a festa juntos lol, e foi então que alguém se aproximou com um sorriso a perguntar têm alguma banana, olhamos um para o outro e começamo-nos a rir… pronto lá ficou ela com má impressão de nós… Passo a explicar o porquê da banana, cada grupo tinha uma fruta e ela queria uma banana para calhar com uma amiga, mas nos brincalhões começamos logo na galhofa lol….

Quando digo que a impressão não foi muito boa, tive a confirmação passado alguns tempos…

Foi então que essa menina que nos interceptou com um sorriso, adicionou-me no menssager passado uns tempos, pois bem foi ai que tive a confirmação, “olha fiquei com muito má impressão de ti e do Félix, mas ainda bem que me enganei.” Isto depois de uma grande conversa sobre o que pensava eu de Deus e num momento em que ela tivera uma recaída… Grande conversa mas uma conversa…

A ligação foi tomando consistência dia após dia… Embora soubesse que ela se chamava Cecília com um acento no “i”, pouco mais conhecia dela, e foi ai então que te comecei a conhecer… conheci um ser Lindo, um coração de ouro… o tempo foi montando as peças desta grande amizade, e aos poucos o puzzle começa a ficar completo…

Foi então que Ele desvendou mais um desafio, e ai um olhar lindo me disse és preciso e lá fui eu… enquanto eu no CF, tu no CR… momentos únicos estávamos a passar… estendeste a tua mão para me apoiar naqueles dias… mas a luta ainda estava para vir… o pós convívio… como foi difícil amiga e tu sempre presente a tentar iluminar-me… foste uma pérola preciosa…

Dias difíceis vieram mas Ele estava atento e nós deixamos que nos utiliza-se como Seus instrumentos para que os dias não fossem tão negros assim… quanto amor não nos fez levantar?

Quantos choros, quantas lágrimas, quantos sorrisos, quantas gargalhadas, quantas palavras?... quantas? É assim quando se gosta e se sente um carinho especial por tudo o que nos rodeia… E tu tens esse grande amor… algo que me fascina nas pessoas a capacidade de amar desta maneira, sem limites, sem fronteiras…

Medos, receios, são sentimentos que invadem esta cede de ofegante de amar… Mas é tão bom sentir a vida assim tão intensamente… eu amo esta vida! Eu amo, Eu amo e quero amar, quero sugar todo o tutano que ela tem reservada para mim… e poder dar o que de melhor sou… ser o teu sol, ser de toda a gente… ser…

Obrigado amiga pela mão, pela força, pelo motivo de viver…

A frequência não podia ser outra se não cúmplices de Mafalda Veiga